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segunda-feira, 12 de março de 2012

José, um preso livre.


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     José, filho de Jacó,  teve muitos motivos para ser uma pessoa amargurada e desconfiada. Quando ainda morava na casa de seu pai, ele foi odiado por seus irmãos, que não conseguiam  falar-lhe de modo pacífico (Gen 37.4). A razão era o fato de Jacó amar mais a José do que os outros filhos. Isso não era culpa de José, portanto o ódio e a implicância de seus irmãos era sem sentido. E havia algo pior do que a ira,  a inveja de seus irmãos (Gen 37.11; Pv 27.4). Mas José agia com coração puro para com seus irmãos, era transparente em contar os sonhos que Deus lhe dera, e foi sozinho ao encontro deles em um lugar distante (Gen 37.12-25).
Quando estava no Egito, José também poderia ter ficado ressentido. Fora para lá  vendido como escravo;  seus irmãos não atenderam  ao seu clamor aflito, quando pediu a piedade deles (Gen 42.21); estava  longe do amor de seu pai;  e agora escravo em uma terra estranha. Mas ele manteve seu coração puro, servindo ao seu senhor como estivesse servindo a Deus.
E quando esteve na cadeia, José poderia ter deixado a amargura dominar seu coração, afinal, mais uma vez fora traído, e ainda acusado e preso injustamente. Mas não era esta sua atitude, ele se preocupa com a tristeza e problemas dos que estão a sua volta, e se dispões a ajudá-los (Gen 40.6-8). Foi esquecido pela pessoa que ajudara (Gen 40.23). Mesmo preso, José tinha um coração livre para amar e perdoar. E quando chamado se dispôs a ajudar, mesmos em saber o que seria feito dele (Gen 41).
     O perdão no coração deve ser automático, não podemos guardar ressentimentos, amargura, desejo de vingança, etc. Nosso coração deve desejar o bem para aqueles que nos prejudicaram. Foi assim com José. Se ele tivesse permitido ressentimento em seu coração, ele não teria prosperado como prosperou. Sua alma amargurada não teria se concentrado nas tarefas que tinha diante de si, não poderia ter feito o trabalho com o esmero que fez, não teria se preocupado com a tristeza das pessoas ao seu redor, não teria se preocupado em não pecar contra Deus. Sua alma manteve a pureza de um coração que perdoa e não se preocupa em se vingar.  Apesar de preso, ele era livre. 

terça-feira, 6 de março de 2012

Pessoas, idéias, escolhas, relacionamentos...

Amo minha família. O marido e os filhos realmente alimentam meu fôlego no dia a dia. São pessoinhas muuuito especiais pra mim. Gosto de estar junto, de conversar, partilhar músicas, novidades, carinho, enfim, coisas de família. Mesmo assim, amando tanto esses seres, não concordo em tudo com eles. Sempre temos opiniões diferente, às vezes até divergentes, sobre vários temas. Mas nunca nos opomos uns aos outros, sim às idéias. Posso aceitar ou não um conceito de meu filho, se ele é contrário ao meu e tenho segurança do que penso sobre aquilo. Mas jamais amarei menos ao meu filho por isso, nem deixarei que isso afete o nosso relacionamento. Entretanto, há grupos por aí, autointitulados minorias, que exigem que balancemos a cabeça como lagartixas para todas as suas idéias, atitudes e lemas. Sempre primei por minha liberdade. Não abro mão disso. Procuro não ferir ninguém, não tenho nada a ver nem sou responsável pela maneira de pensar e agir de ninguém além de mim mesma. Porém, sempre que abordada sobre quaisquer assuntos, os mais diversos possíveis, deporei com verdade a minha maneira de pensar. Convivo muito bem com todo mundo, independente da raça, cor, religião, sexualidade, profissão, etc. A única coisa que exijo é que não esperem de mim usar uma máscara para cada amigo diferente, tentando agradar de acordo com a figura do momento. Meu pensamento ou meus conceitos não vão mudar a forma de tratar ninguém, porque não trato pessoas como trato temas. Cada coisa tem seu lugar e nível de importância. Finalmente, se o fato de eu expor idéias contrárias às de alguém lhe faz pensar que estou lhe discriminando, reveja seu conceito sobre "discriminar". Desarme-se, pois seu inimigo, com certeza, não serei eu. Renove-se e procure aprender a ter relacionamentos; porque aprisionamento e correntes, não são mais permitidos por não caberem em uma convivência, seja ela real ou virtual. Amo as pessoas, gente que pensa, que fala, que ama... defendo ou combato as idéias, uso somente as coisas e não me prendo a futilidades.